segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Solidão é prejudicial para a saúde


Estudo realizado pelos investigadores da Ohio State University


A solidão afecta a resposta do sistema imunitário, sugere um estudo que foi apresentado no encontro anual da Society for Personality and Social Psychology, nos EUA.

“Estudos anteriores já tinham constatado que as relações de pouca qualidade estavam associadas a vários problemas de saúde, incluindo mortalidade precoce e outras doenças graves. As pessoas que se sentem sós sentem que têm claramente relações de baixa qualidade”, referiu, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Lisa Jaremka.

Para a investigadora é importante perceber de que forma a solidão e as reacções afectam a saúde. “Quanto mais soubermos sobre este processos, mais facilmente os seus efeitos negativos podem ser contrariados e até impedidos”, refere a investigadora.

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Ohio State University, nos EUA, contou com a participação de duas populações distintas: um grupo de adultos saudáveis de meia-idade com excesso de peso e outro de sobreviventes de cancro da mama. Os níveis de solidão dos participantes foram medidos através da escala de solidão UCL, que avalia as percepções do isolamento social e solidão.

Para avaliar se o comportamento do sistema imunitário era afectado pela solidão, os investigadores mediram os níveis de anticorpos produzidos quando os vírus da família do herpes eram reactivados  O estudo apurou que comparativamente com os indivíduos menos solitários, os mais solitários apresentavam níveis mais elevados de anticorpos, que estavam associados com um nível maior de dor e sintomas depressão de fadiga.

Os cientistas também determinaram como a solidão afectava a produção de proteínas inflamatórias em resposta ao stress, tendo verificado que os mais solitários apresentavam níveis mais elevados destas proteínas. O estudo refere que estas proteínas sinalizam a presença de inflamação e inflamação crónica que estão associadas a várias condições, como doença coronária, diabetes tipo 2, artrite e doença de Alzheimer.

A investigadora refere que também é importante olhar para o lado reverso da medalha, ou seja, as pessoas mais sociáveis apresentam resultados mais positivos.

Fonte: alert

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