terça-feira, 29 de janeiro de 2013

EMA vai analisar pílulas de terceira e quarta geração


A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou esta segunda-feira que vai analisar a terceira e quarta geração de contraceptivos orais combinados para determinar se será necessário restringir a sua utilização, após um pedido feito pela França, avança a agência Lusa.

Num comunicado divulgado no seu “site”, a EMA indica que se pronunciará sobre “se a informação disponível actualmente sobre o produto é a melhor possível para pacientes e médicos tomarem decisões de saúde apropriadas”.

A agência assinala tratar-se da primeira vez que um Estado membro pede uma recomendação da União Europeia para aqueles medicamentos no âmbito da nova legislação de farmacovigilância.
No domingo foi divulgado que a agência de medicamentos francesa relacionou a pílula Diane 35® a quatro mortes por trombose venosa, depois de uma investigação que começou com a denúncia de uma jovem vítima de um acidente vascular cerebral.

Para Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF), as notícias que associam mortes à toma de uma pílula são alarmistas.

Em declarações à agência Lusa, o médico assinalou que qualquer medicamento tem sempre algum risco associado e que, no caso da pílula, os benefícios superam os riscos.

Esta segunda-feira, em comunicado conjunto, a Sociedade Portuguesa de Contracepção (SPdC) e a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) indicaram que “não vêm pois qualquer motivo para uma alteração na prescrição dos contraceptivos hormonais combinados, incluindo a associação de etinil-estradiol e acetato de ciproterona (Diane35R e seus genéricos), desde que continuem a ser respeitados todos os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde e do Consenso Nacional de Contracepção, ou seja, desde que tomados sob orientação médica”.

As duas entidades acrescentam que não encontram motivos para que as mulheres utilizadoras de pílula suspendam a sua toma.

Contactada pela Lusa, uma fonte da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde disse que está a acompanhar o caso com a Agência Europeia do Medicamento.

Fonte: rcmpharma

0 comentários:

Publicar um comentário